Alopecia pós covid

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Em razão da pandemia do covid-19, têm sido comum pacientes que foram vítimas do coronavírus, após a melhora do quadro, desenvolverem alopecia, apresentando uma queda acentuada de fios de cabelo. Isto não imediatamente após o período da remissão do quadro agudo da doença, por vezes demora até 2 ou 3 meses após a resolução para aparecer os sintomas. 

Esta alopecia que tem sido identificada após a infecção pelo coronavírus ainda não está determinada, embora seja uma situação de observação clínica nos consultórios que aparece com uma frequência preocupante. 

Existem pelo menos sete estudos científicos em andamento observando as possíveis causas desta queda capilar após ter contato com o covid-19. 

O que eu tenho observado no consultório é que são dois tipos principais de alopecia após o covid: um eflúvio, uma queda generalizada de cabelo, não exatamente em uma região, sem padronização (como a alopecia androgenética), sem ligação com a cicatrização dos folículos, mas sim uma perda de fios pelos folículos. 

Poderíamos classificar como uma situação de eflúvio telogênico de forma aguda, com o passar do tempo o próprio folículo poderia ter um resgate na produção dos fios e assim ocorreria uma resolução do quadro. 

Porém, quando possuo um paciente com este quadro no meu consultório, sempre tento expor que, se você está tendo queda capilar, é fundamental entrar com condutas para diminuir a queda, porque não se sabe quanto tempo vai durar esta queda, qual vai ser o padrão e tampouco se esta queda será suficiente para que no futuro você tenha uma cicatrização desse folículo, impossibilitando a reversão com um tratamento clínico. 

Logo, tenho iniciado imediatamente o tratamento clínico para bloquear a queda capilar. Além disso, é necessário fazer uma recuperação e estímulo do folículo para retomar o crescimento capilar. 

A segunda forma de alopecia que tem aparecido ligada ao covid-19, porém menos recorrente na minha experiência clínica, é a alopecia areata, que apresenta padrões “esburacados” distribuídos pela cabeça. Um componente do BBB21, Lucas Penteado, apresentava estas falhas no cabelo, por exemplo. 

Neste momento, a alopecia areata está ligada ao estresse do momento de pandemia e à questões autoimunes, pois você passa por um período de oscilação da imunidade muito grande em razão do covid-19, podendo assim comprometer o estímulo do folículo e então dos queratinócitos para produzir novos fios. 

Nesse sentido, a terapêutica clínica vem sendo assertiva, pois apresenta resultados rápidos a partir do estímulo no folículo capilar com vários princípios ativos atrelados ao homecare.

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