Foliculite Queloidiana: Causas, Sintomas e Tratamento

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A foliculite queloidiana, também conhecida como foliculite cicatricial ou foliculite decalvante, é uma condição dermatológica rara e crônica que afeta os folículos pilosos. É caracterizada pelo desenvolvimento de lesões inflamatórias que podem levar à formação de cicatrizes queloides, causando a perda permanente de cabelo.

Neste artigo, exploraremos as causas, sintomas e opções de tratamento para a foliculite queloidiana.

Causas da foliculite queloidiana:

A causa exata da foliculite queloidiana ainda não é totalmente compreendida. No entanto, acredita-se que uma combinação de fatores genéticos e imunológicos desempenhe um papel importante no desenvolvimento da condição. A foliculite queloidiana ocorre quando os folículos pilosos são danificados ou inflamados, resultando em cicatrizes queloides e perda de cabelo.
Alguns estudos sugerem que uma resposta imunológica anormal pode desempenhar um papel no processo inflamatório.

Sintomas da foliculite queloidiana:

Os sintomas da foliculite queloidiana podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente incluem:
  1. Lesões inflamatórias: As lesões costumam aparecer como pequenos nódulos ou pústulas avermelhadas ao redor dos folículos pilosos. Essas lesões são frequentemente dolorosas e podem se desenvolver em áreas com cabelo, como o couro cabeludo, a nuca, a região da barba e as axilas.
  2. Cicatrizes queloides: Com o tempo, as lesões inflamatórias podem evoluir para cicatrizes queloides. Essas cicatrizes são elevadas, duras e podem se estender além da área afetada, resultando na perda permanente de cabelo.
  3. Coceira e desconforto: A foliculite queloidiana pode causar coceira intensa e desconforto nas áreas afetadas.

Tratamento da foliculite queloidiana:

O tratamento da foliculite queloidiana é desafiador e requer uma abordagem multidisciplinar, envolvendo dermatologistas e especialistas em cuidados capilares. As opções de tratamento podem variar dependendo da gravidade e da extensão da condição. Aqui estão algumas opções comuns de tratamento:
  1. Antibióticos: Os antibióticos podem ser prescritos para controlar infecções bacterianas secundárias que podem ocorrer devido à foliculite. Eles ajudam a reduzir a inflamação e combater as bactérias presentes nas lesões.
  2. Corticosteroides: Os corticosteroides podem ser aplicados topicamente ou injetados nas áreas afetadas para reduzir a inflamação e promover a cicatrização. Esses medicamentos podem ajudar a aliviar os sintomas e reduzir o desenvolvimento de cicatrizes queloides. No entanto, é importante monitorar seu uso, pois o uso prolongado de corticosteroides pode ter efeitos colaterais.
  3. Retinoides: Medicamentos retinoides, como isotretinoína, podem ser prescritos para ajudar a controlar a inflamação e a prevenir a formação de cicatrizes. Eles ajudam a regular o ciclo de crescimento do cabelo e podem ajudar a reduzir a perda de cabelo associada à foliculite queloidiana.
  4. Terapia a laser: A terapia a laser, como o laser de diodo ou o laser de excimer, pode ser usada para tratar a foliculite queloidiana. O laser pode ajudar a reduzir a inflamação, promover a cicatrização e melhorar a aparência das cicatrizes queloides. No entanto, são necessárias várias sessões de tratamento e os resultados podem variar.
  5. Cirurgia: Em casos graves de foliculite queloidiana, a remoção cirúrgica das lesões ou o transplante capilar podem ser considerados. No entanto, a cirurgia pode não ser uma opção viável para todos os pacientes e pode haver riscos de recorrência ou formação de novas cicatrizes queloides.
Além do tratamento médico, é importante adotar medidas de cuidados capilares adequadas, como manter uma boa higiene, evitar a tração excessiva nos cabelos e utilizar produtos suaves para o couro cabeludo. O acompanhamento regular com um dermatologista é essencial para monitorar o progresso do tratamento e ajustar a abordagem conforme necessário.
É importante ressaltar que cada caso de foliculite queloidiana é único, e o tratamento deve ser individualizado de acordo com as necessidades e características de cada paciente. É fundamental consultar um dermatologista especializado para obter um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado.

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