Queda de cabelo na gravidez

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Durante a gravidez, o corpo da mulher passa por diversas mudanças hormonais que são essenciais para o desenvolvimento adequado do feto e para suportar as transformações físicas e metabólicas que ocorrem durante esse período. Alguns dos principais hormônios envolvidos na gravidez incluem:

  1. Hormônio Gonadotrofina Coriônica Humana (hCG): O hCG é produzido pelas células do trofoblasto, uma camada de células que se forma no início da gravidez após a fertilização do óvulo. O hCG é o hormônio detectado nos testes de gravidez e é responsável por manter o corpo lúteo no ovário, que por sua vez produz progesterona até que a placenta esteja totalmente formada.
  2. Progesterona: A progesterona é um hormônio esteroide produzido pelo corpo lúteo e, posteriormente, pela placenta durante a gravidez. Ela desempenha um papel fundamental na preparação do útero para a implantação do óvulo fertilizado, bem como na manutenção do revestimento uterino para apoiar o desenvolvimento fetal.
  3. Estrogênio: Os estrogênios são hormônios esteroides produzidos pelos ovários e pela placenta durante a gravidez. Eles contribuem para o crescimento dos órgãos reprodutivos maternos, estimulam o desenvolvimento das mamas e desempenham um papel importante na regulação do equilíbrio de fluidos no corpo.
  4. Hormônio Luteinizante (LH) e Hormônio Folículo Estimulante (FSH): Durante a gravidez, os níveis desses hormônios geralmente são suprimidos, pois o corpo lúteo é mantido pela ação do hCG e não pela ação do LH.
  5. Prolactina: A prolactina é um hormônio produzido pela glândula pituitária anterior, que estimula a produção de leite pelas glândulas mamárias, preparando o corpo para a amamentação após o parto.

Esses hormônios trabalham em conjunto para apoiar o crescimento e desenvolvimento adequado do feto, além de preparar o corpo materno para a gestação e a amamentação. As mudanças hormonais durante a gravidez também podem afetar a mulher de várias maneiras, incluindo sintomas como náuseas, mudanças de humor, sensibilidade mamária e retenção de líquidos. Essas flutuações hormonais são consideradas normais e esperadas durante a gravidez, mas cada mulher pode vivenciar a gestação de maneira única.

Queda de cabelo no período gestacional

A queda de cabelo na gravidez é um fenômeno relativamente comum e pode ocorrer em algumas mulheres devido às mudanças hormonais que acontecem durante a gestação. Essa condição é conhecida como “eflúvio telógeno da gravidez” ou “eflúvio telógeno pós-parto”.

Durante a gravidez, os níveis hormonais, incluindo os hormônios femininos (estrógeno e progesterona), estão elevados, o que pode prolongar a fase de crescimento dos cabelos (anágena) e retardar a fase de repouso (telógena) do ciclo capilar. Isso faz com que muitos cabelos permaneçam na fase de crescimento, resultando em cabelos mais espessos e com menos queda durante a gestação.

No entanto, após o parto, os níveis hormonais sofrem uma queda abrupta, e o equilíbrio hormonal começa a voltar ao normal. Isso pode levar a uma inversão na fase do ciclo capilar, fazendo com que um maior número de cabelos entre na fase de repouso (telógena) ao mesmo tempo. Cerca de 2 a 4 meses após o parto, muitos desses cabelos em repouso caem quase simultaneamente, levando à queda acentuada de cabelo conhecida como eflúvio telógeno pós-parto.

É importante ressaltar que a queda de cabelo na gravidez ou após o parto é geralmente temporária e costuma se resolver espontaneamente ao longo de alguns meses. A maioria das mulheres não apresenta perda de cabelo excessiva, e o cabelo normalmente volta ao seu padrão normal de crescimento após o período de eflúvio telógeno.

Para minimizar a queda de cabelo na gravidez e após o parto, é essencial manter uma dieta equilibrada e rica em nutrientes, garantindo a ingestão adequada de vitaminas e minerais essenciais para a saúde capilar. Além disso, é importante evitar o estresse excessivo e cuidar do cabelo com suavidade, evitando penteados apertados ou tratamentos químicos agressivos.

Se a queda de cabelo for intensa ou persistente após vários meses, é recomendável consultar um dermatologista ou um especialista em cabelos para uma avaliação adequada e descartar outras possíveis causas subjacentes da perda de cabelo.

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