Xantelasma: o que é e como tratar?

Tempo de leitura: 3 minutos

O xantelasma é uma condição cutânea caracterizada pela formação de placas amareladas ou acastanhadas nas pálpebras. Essas lesões são compostas por depósitos de colesterol e podem variar em tamanho e aparência. Neste artigo, exploraremos os diferentes aspectos do xantelasma, incluindo suas causas, sintomas, diagnóstico e opções de tratamento disponíveis.

Causas e fatores de risco:

O xantelasma é considerado uma manifestação cutânea de dislipidemia, que é uma alteração no metabolismo dos lipídios no corpo. No entanto, nem todos os casos de xantelasma estão diretamente relacionados a níveis anormais de lipídios no sangue. Em muitos casos, a causa exata permanece desconhecida.
Existem vários fatores de risco associados ao desenvolvimento de xantelasma, incluindo:
  1. Hiperlipidemia: Pessoas com níveis elevados de colesterol, especialmente o colesterol LDL (colesterol ruim), têm maior probabilidade de desenvolver xantelasma.
  2. Idade: O xantelasma tende a afetar mais frequentemente pessoas com idade mais avançada.
  3. Gênero: Mulheres têm uma maior predisposição para o desenvolvimento de xantelasma em comparação aos homens.
  4. Histórico familiar: Ter parentes próximos que tiveram xantelasma aumenta o risco de desenvolver a condição.

Sintomas e aparência:

O sinal característico do xantelasma é a presença de placas amareladas ou acastanhadas nas pálpebras, geralmente nas áreas próximas ao canto interno dos olhos. Essas lesões podem variar em tamanho, forma e número. O xantelasma é geralmente indolor, mas pode causar desconforto estético para algumas pessoas devido ao seu aspecto visível.
Embora o xantelasma seja mais comumente encontrado nas pálpebras, também pode ocorrer em outras áreas do corpo, como cotovelos, joelhos, mãos e nádegas. No entanto, essas manifestações são menos comuns.

Diagnóstico e tratamento:

O diagnóstico do xantelasma geralmente é feito por um médico dermatologista com base no exame visual das lesões características nas pálpebras. Em alguns casos, pode ser necessário realizar exames de sangue para avaliar os níveis de lipídios, especialmente se houver suspeita de hiperlipidemia subjacente.
O tratamento do xantelasma é muitas vezes realizado por razões estéticas ou quando as lesões causam desconforto físico. As opções de tratamento incluem:
  1. Tratamento tópico: Certos cremes ou pomadas contendo substâncias como ácido tricloroacético (ATA) podem ser aplicados nas lesões para ajudar a reduzir seu tamanho e aparência.
  2. Procedimentos a laser: O uso de laser pode ser eficaz para remover ou reduzir o tamanho das lesões de xantelasma. O laser é direcionado para as placas, visando destruir as células que as compõem.
  3. Procedimentos cirúrgicos: Em casos mais graves ou quando outros tratamentos não são eficazes, a remoção cirúrgica das lesões pode ser considerada. Essa opção é geralmente realizada por um cirurgião plástico ou oftalmologista especializado em procedimentos palpebrais.
É importante ressaltar que, mesmo com o tratamento, o xantelasma pode recorrer. Portanto, a prevenção e o controle dos fatores de risco, como níveis elevados de colesterol, são fundamentais. A adoção de um estilo de vida saudável, incluindo uma dieta equilibrada, exercícios regulares e, se necessário, medicamentos prescritos pelo médico para controlar os níveis de lipídios, pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver xantelasma e outras condições associadas à dislipidemia.
Em conclusão, o xantelasma é uma condição cutânea caracterizada pela formação de placas nas pálpebras. Embora não represente um problema de saúde grave, pode causar desconforto estético e, em alguns casos, estar associado a níveis anormais de lipídios no sangue. Consultar um dermatologista é essencial para o diagnóstico e tratamento adequados do xantelasma, levando em consideração as necessidades individuais de cada paciente.

Deixe uma resposta